O tufão Noul atingiu o continente no domingo, 26 de julho, por volta das 3h50 (hora local), em Pinghai, condado de Huidong, na província de Guangdong, no sul da China, com ventos de força de furacão e chuvas intensas. A passagem do fenômeno obrigou à evacuação de aproximadamente 800.700 pessoas e ao cancelamento de dezenas de voos no aeroporto de Hong Kong.
Evacuação em massa em Guangdong
Autoridades locais mobilizaram a retirada de cerca de 800.700 moradores em toda a província de Guangdong, conforme informou a agência de notícias Xinhua. A medida foi tomada diante da previsão de que alguns rios no norte da província possam registrar aumentos de nível entre três e oito metros, com risco real de transbordamento e inundações. As equipes de emergência foram colocadas em alerta máximo para atender possíveis desastres.
Alerta vermelho e amarelo
O Centro Meteorológico Nacional da China havia emitido um alerta vermelho – o mais alto na escala – na madrugada de domingo, mas o rebaixou para amarelo depois que o tufão começou a enfraquecer ao atingir a costa. O alerta vermelho é raro e indica ventos superiores a 118 km/h, com risco de danos severos. O enfraquecimento gradual está previsto para os próximos dias.
Previsão de chuvas torrenciais
O Centro Meteorológico Nacional informou em um comunicado: “Espera-se que o tufão ‘Noul’ se desloque na direção noroeste a uma velocidade de 10 a 15 quilômetros por hora, atravesse o centro de Guangdong e entre no sul de Hunan na madrugada de amanhã, 27 de julho, enfraquecendo gradualmente em intensidade.” O órgão alertou que algumas áreas do centro e leste de Guangdong, do sul de Jiangxi e do sudeste de Hunan sofrerão chuvas extremamente intensas, com volumes entre 250 e 450 milímetros, devido ao fenômeno, que é considerado o mais forte na China neste ano.
Contexto: tufões frequentes na China
Esse tipo de fenômeno meteorológico é comum na China, especialmente durante o verão. No início de julho, cerca de 40 pessoas morreram em um deslizamento de terra na localidade de Renzang, na província de Gansu, no noroeste do país, causado pela passagem do tufão Maysak. As autoridades continuam monitorando a situação e recomendam que a população evite áreas de risco.



