Prefeitura do Rio conclui revitalização dos Arcos da Lapa por R$ 1,7 milhão
Revitalização dos Arcos da Lapa concluída pela Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro concluiu a revitalização dos Arcos da Lapa, um dos principais cartões-postais da cidade. A obra, realizada pela Secretaria Municipal de Conservação, recebeu investimento de cerca de R$ 1,7 milhão e foi finalizada em julho de 2026. O projeto incluiu limpeza técnica, pintura com a técnica tradicional de caiação — feita com cal virgem, em respeito às características originais do monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) —, além da recuperação da Praça Cardeal Câmara. A intervenção também contemplou a manutenção e a limpeza dos painéis "A Lapa" e "Arcos da Lapa", do artista Jorge Selarón, localizados próximos ao Santuário de Zé Pelintra.

Investimento e Obras

O valor de R$ 1,7 milhão foi destinado a serviços especializados de conservação. A técnica de caiação, utilizada desde a construção original no século XVIII, foi aplicada para manter a autenticidade histórica. A limpeza técnica removeu sujeira e poluição sem danificar a estrutura. Além disso, a Praça Cardeal Câmara, que circunda o monumento, passou por recuperação de pisos e jardins, tornando o espaço mais agradável para moradores e turistas.

Técnica de Caiação Tradicional

A caiação é uma técnica milenar que consiste na aplicação de cal hidratada sobre superfícies, conferindo resistência e aspecto branco característico. Nos Arcos da Lapa, a cal virgem foi preparada no local, seguindo receita histórica. O secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, destacou a importância de manter a técnica original: "Respeitamos o tombamento do Iphan e usamos a mesma técnica da construção original para preservar nossa história." A pintura com caiação também é mais sustentável, pois permite que a parede "respire", evitando umidade e proliferação de fungos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Praça e Painéis de Selarón

A revitalização incluiu a limpeza e manutenção dos painéis de azulejos do artista Jorge Selarón, famoso por sua obra na Escadaria Selarón. Os painéis "A Lapa" e "Arcos da Lapa" retratam cenas boêmias e históricas do bairro. Localizados próximos ao Santuário de Zé Pelintra, eles são pontos de parada obrigatória para visitantes. A prefeitura afirmou que a conservação desses painéis é parte do compromisso com a cultura carioca.

Declaração do Secretário

Diego Vaz ressaltou o caráter contínuo das intervenções: "Os Arcos da Lapa são o grande monumento sobrevivente das transformações urbanas do Centro do Rio. Mantemos um ciclo técnico e contínuo de conservação, que já passou por intervenções em 2011, 2014, 2016, 2022 e agora em 2026. Tudo isso para preservarmos nossa história." O secretário também destacou que a obra integra um plano mais amplo de revitalização do Centro Histórico, que inclui outros monumentos como o Theatro Municipal e a Igreja da Candelária.

História do Monumento

Construído no século XVIII, o Aqueduto da Carioca foi erguido para transportar as águas do Rio Carioca até a então capital da colônia. Com 42 arcos duplos e 270 metros de extensão, ele é um dos maiores exemplos de arquitetura colonial do Brasil. Atualmente, além de servir de passagem para o Bondinho de Santa Teresa, que liga o Centro ao bairro boêmio de Santa Teresa, o monumento é um dos principais símbolos históricos e turísticos da cidade. À noite, os arcos iluminados criam um cenário icônico para rodas de samba e chorinho na Lapa.

Com a revitalização, a prefeitura espera atrair ainda mais visitantes e valorizar o patrimônio histórico. A conservação regular, como destacou Diego Vaz, garante que as futuras gerações possam apreciar esse marco da engenharia e da cultura carioca. A próxima intervenção está prevista para 2029, mantendo o ciclo de quatro anos que tem sido adotado desde 2011.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar