A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem impor restrições, a fusão entre as empresas Oceanpact e CBO. A decisão foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.
Detalhes da operação
A operação envolve a incorporação da CBO pela Oceanpact, que passa a deter 100% do capital social da companhia. A transação foi avaliada em cerca de R$ 1,2 bilhão, segundo fontes do mercado.
A Oceanpact atua no setor de serviços ambientais marítimos, com foco em resposta a emergências com óleo e resíduos. Já a CBO é especializada em logística offshore e serviços de apoio marítimo.
Análise concorrencial
O Cade concluiu que a fusão não gera concentração capaz de prejudicar a concorrência nos mercados relevantes. “A operação não cria riscos à concorrência, pois as empresas atuam em segmentos complementares”, afirmou o superintendente-geral do Cade, em nota.
A análise considerou a baixa sobreposição horizontal e a existência de concorrentes relevantes no mercado. A participação conjunta das empresas em cada segmento ficou abaixo de 20%, conforme dados apresentados no processo.
Impactos no setor
A fusão cria a maior empresa de serviços ambientais marítimos do Brasil, com receita combinada de aproximadamente R$ 800 milhões anuais. A nova companhia terá presença em todo o litoral brasileiro e capacidade de atender a demanda crescente por serviços de proteção ambiental.
A expectativa é que a integração traga sinergias operacionais e redução de custos. “A união fortalece a capacidade de investimento e amplia a oferta de serviços de alta complexidade”, destacou o CEO da Oceanpact em comunicado.



