Um menino autista de 5 anos morreu afogado na tarde deste domingo (26) em um lago utilizado para criação de peixes, localizado nos fundos de uma casa em Santana do Riacho, na Região Central de Minas Gerais. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que registrou a ocorrência.
Pai encontrou criança boiando
Segundo o boletim de ocorrência, o pai da vítima informou que estava com os dois filhos gêmeos, ambos autistas, desde a última sexta-feira (24). A família visitava a casa da avó da atual companheira do homem quando o acidente aconteceu. Após o almoço, o pai percebeu que um dos meninos havia desaparecido. Ao procurá-lo, notou que o portão que dá acesso ao lago estava entreaberto. Conforme o relato, o acesso ao local era restringido por um portão que permanecia amarrado.
Ao chegar ao lago, o pai encontrou o menino boiando e o retirou da água imediatamente. Ele e uma cunhada iniciaram manobras de ressuscitação cardiopulmonar e acionaram um bombeiro da família, que também ajudou no atendimento até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe médica deu continuidade às tentativas de reanimação, com uso de desfibrilador e medicação. Após esgotar os procedimentos, a morte da criança foi constatada no local.
Criança era não verbal
O pai relatou ainda que a criança que morreu era não verbal, condição que, segundo especialistas, pode aumentar os riscos em situações de perigo, já que a criança não consegue pedir ajuda. O outro filho, também autista, não estava presente no momento do acidente. A Polícia Civil foi acionada e deve investigar as circunstâncias da morte. O g1 entrou em contato com a corporação, mas aguarda retorno.
Estatísticas e alerta
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático mostram que o afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças de 1 a 9 anos no Brasil. Em Minas Gerais, casos como este reforçam a necessidade de supervisão constante e medidas de segurança, como barreiras físicas em lagos e piscinas, especialmente quando há crianças com transtorno do espectro autista, que podem ter comportamentos imprevisíveis.
A Polícia Militar orienta que, em casos de desaparecimento de criança, a busca deve começar imediatamente em locais de risco, como água, e que os pais mantenham atenção redobrada em ambientes com lagos, piscinas ou tanques. A família da vítima não se manifestou publicamente até o fechamento desta reportagem.



