O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) registrou alta de 0,62 ponto percentual em julho de 2026, elevando a acumulação em 12 meses para 6,40%, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O indicador mede a variação dos custos no setor da construção civil, incluindo materiais, mão de obra e equipamentos. A alta de julho foi influenciada por aumentos em todas as categorias, com destaque para os custos com materiais.
Desempenho dos componentes
Segundo a FGV, o subíndice de materiais apresentou elevação de 0,75% no mês, enquanto o custo da mão de obra subiu 0,50%. Já os equipamentos tiveram alta de 0,30%. Esses percentuais contribuíram para o resultado final do INCC-M.
Em junho, o índice havia subido 0,50 ponto percentual, indicando uma aceleração no ritmo de aumento dos custos em julho.
Impacto econômico
O aumento do INCC-M impacta diretamente obras em andamento e novos empreendimentos, uma vez que muitos contratos de construção são indexados a esse indicador. Além disso, o índice serve como referência para reajustes de aluguéis comerciais e residenciais.
Para o consumidor final, a alta no custo da construção pode se refletir em preços mais elevados de imóveis novos, tanto na compra quanto no aluguel.
Perspectivas
Analistas do mercado imobiliário monitoram o INCC-M como sinalizador de tendências inflacionárias no setor. A FGV não forneceu projeções para os próximos meses, mas destacou que a evolução dependerá do comportamento dos preços das commodities e das negociações salariais.
O INCC-M acumula alta de 6,40% nos últimos 12 meses, refletindo pressões de custos no setor. A construção civil, um dos pilares da economia, continua enfrentando desafios com a elevação dos insumos.



