O Brasil comemorou em 2025 uma redução de 30% no desmatamento da Amazônia, o menor índice em cinco anos. No entanto, a vitória contra o desmatamento ainda é incerta, alertam especialistas. Pressões do agronegócio e mudanças na legislação ambiental podem reverter os ganhos conquistados.
Dados recentes e tendências
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que 9.000 km² de floresta foram perdidos em 2025, contra 12.900 km² em 2024. Apesar da melhora, o número ainda é alarmante, equivalente a uma área maior que o estado do Rio de Janeiro. "Precisamos reduzir para menos de 2.000 km² por ano para cumprir as metas climáticas", afirmou o climatologista Carlos Nobre, em entrevista ao O Globo.
Pressões econômicas e políticas
A pressão do setor agropecuário continua forte. Projetos de lei no Congresso tentam flexibilizar o Código Florestal, enquanto estados da Amazônia Legal buscam autonomia para regular o uso da terra. "A vitória contra o desmatamento é frágil. Sem fiscalização e incentivos econômicos para a conservação, podemos ver um novo aumento", disse a ambientalista Marina Silva.
Impactos para o clima e a biodiversidade
A destruição da Amazônia afeta diretamente o regime de chuvas e a biodiversidade global. Estudos mostram que o desmatamento já reduziu em 20% a precipitação em partes da região. Além disso, a emissão de carbono proveniente das queimadas contribui para o aquecimento global. "Cada árvore derrubada é um passo para trás na luta contra as mudanças climáticas", concluiu Nobre.



