Tendência de mulheres à esquerda é mais aparente que real, aponta estudo
Mulheres à esquerda: tendência mais aparente que real

Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Social revela que a suposta propensão das mulheres a apoiar partidos de esquerda é menos significativa do que se imagina. A análise de dados eleitorais de 20 países mostra que, em média, apenas 5% mais mulheres do que homens votam em legendas progressistas, valor dentro da margem de erro estatístico.

Diferenças regionais e demográficas

Em nações como Brasil e Argentina, a diferença chega a 8 pontos percentuais entre jovens, mas desaparece entre eleitores acima de 50 anos. "Isso sugere que a variável geracional é mais relevante que o gênero", afirma a cientista política Ana Lúcia Torres, coautora do levantamento.

Impacto nas eleições

A tendência tem sido exagerada por análises superficiais, segundo os pesquisadores. Em 2024, por exemplo, 52% das mulheres votaram em candidatos de centro-esquerda, contra 49% dos homens – uma diferença de apenas 3 pontos. "Há mais variação dentro do próprio eleitorado feminino do que entre gêneros", complementa Torres.

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