Três irmãos foram sentenciados a 22 anos de reclusão cada um pelo assassinato de Gilvan Cardoso Serra, ocorrido em 28 de maio de 2017, na cidade de Pinheiro, região da baixada maranhense. A vítima foi morta a golpes de facão, em um crime que chocou a comunidade local. O julgamento, presidido pelo juiz João Paulo de Sousa Oliveira, aconteceu no salão do júri do Fórum de Pinheiro e culminou na condenação dos acusados por homicídio triplamente qualificado.
Detalhes do crime e da condenação
Wallisson da Conceição Martins França, Maicon Martins França e Diones de Jesus Martins França foram os condenados. De acordo com a decisão judicial, eles deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado. O Ministério Público apresentou a denúncia, que foi acolhida pelo Conselho de Sentença, após analisar as provas e os depoimentos colhidos durante o processo.
As investigações apontaram que os irmãos e a vítima mantinham uma desavença antiga. Em um episódio anterior, Gilvan teria atingido um dos irmãos com uma faca, o que gerou uma série de ameaças de morte contra ele. A situação se agravou até culminar no crime.
O dia do assassinato
No dia do homicídio, os três irmãos estavam ingerindo bebida alcoólica com a vítima, fato que chamou a atenção de pessoas que presenciaram a movimentação. Segundo a acusação, após algum tempo, um dos irmãos iniciou o ataque contra Gilvan utilizando um facão. Os outros dois teriam impedido que terceiros interferissem e dado apoio à ação criminosa.
Os depoimentos de testemunhas e as provas periciais foram fundamentais para a condenação. O crime foi classificado como homicídio triplamente qualificado, considerando a motivação torpe, o uso de meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima.
Reação da comunidade e próximos passos
A sentença foi recebida com alívio por familiares de Gilvan Cardoso Serra, que acompanharam o julgamento. A defesa dos condenados ainda pode recorrer da decisão, mas, por enquanto, os irmãos permanecem detidos. O caso reforça a atuação do Judiciário maranhense no combate a crimes violentos na região.
O juiz João Paulo de Sousa Oliveira destacou a gravidade do delito e a necessidade de punição exemplar. A condenação a 22 anos de prisão para cada um dos envolvidos reflete a complexidade e a brutalidade do assassinato.



