Preso suspeito de abuso após denúncia de menina em palestra
Preso suspeito de abuso após denúncia de menina em palestra

Um homem foi preso nesta quinta-feira (11) no Acre, acusado de abuso sexual contra uma estudante de 10 anos. A denúncia surgiu após a menina assistir a uma palestra sobre cuidados com o corpo na escola, em Manoel Urbano, interior do estado. A prisão preventiva foi decretada a pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC), conforme informou o delegado Thiago Parente. O nome do suspeito não foi divulgado, e o g1 não conseguiu localizar a defesa dele.

Audiência de custódia e investigação

O investigado passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (12) e foi encaminhado a um presídio. A polícia continua as investigações. O caso ocorre em um contexto alarmante: o Acre registrou 27 casos de estupro contra adolescentes no primeiro trimestre de 2026.

Palestra do Projeto Pequenos Brilhantes

A palestra que motivou a denúncia fez parte do Projeto Pequenos Brilhantes e foi realizada no dia 29 de maio. Após a apresentação, a menina procurou um policial presente no evento e fez a denúncia. Imediatamente, a equipe policial acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. A palestra tinha como foco explicar sobre abuso sexual e como identificar os sinais.

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Medidas de proteção

O Conselho Tutelar informou que foram adotados protocolos de acolhimento imediato e escuta protegida da criança, além de medidas protetivas de urgência para garantir o distanciamento do suposto agressor e a segurança da vítima. Em nota, o órgão destacou: "Reiteramos que as ações do Maio Laranja permitem que as vítimas rompam o ciclo de silêncio."

Canais de denúncia

Para denunciar casos de violência infanto-juvenil, a população pode utilizar os seguintes canais:

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  • Polícia Militar - 190: quando a criança corre risco imediato;
  • Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Disque 100: recebe denúncias anônimas de violações de direitos humanos;
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros e psicólogos devem fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência, encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).