O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a prisão preventiva de um motorista de caminhão, de 35 anos, investigado por causar a morte da empresária Flávia Carvalho Assis, de 46 anos, em um acidente na BR-116, em Inhapim, no Leste de Minas Gerais. O crime ocorreu no dia 24 de julho, no km 493 da rodovia, quando os veículos bateram de frente. Um adolescente de 15 anos, passageiro do carro, ficou gravemente ferido e foi socorrido.
Detalhes da investigação
De acordo com o MPMG, o denunciado conduzia um caminhão de transporte de carga e realizou manobra de ultrapassagem em local proibido, em trecho de curva com faixa contínua, colidindo frontalmente com o veículo de passeio. Após o acidente, o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas. Ele foi localizado em uma unidade de pronto atendimento em Caratinga, a aproximadamente 31 quilômetros do local, sem lesões aparentes e sem conseguir explicar de forma consistente a dinâmica do ocorrido.
Fundamentos da prisão
O MPMG destacou que a conduta do investigado “revela elevada gravidade concreta, com indícios de que teria assumido o risco de produzir o resultado morte”, configurando, em tese, os crimes de homicídio com dolo eventual, lesão corporal e omissão de socorro. Além disso, foram identificados registros de ocorrências anteriores envolvendo o investigado em situações de condução perigosa, evidenciando possível reiteração de comportamentos imprudentes no trânsito. Para garantir a ordem pública e prevenir novos delitos, o MPMG solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Impacto e contexto
Flávia Carvalho Assis era empresária e moradora de Ipatinga. O acidente chocou a região, especialmente pela forma como ocorreu. O Corpo de Bombeiros informou que Flávia conduzia o veículo de passeio e morreu no local. O adolescente, gravemente ferido, foi encaminhado a um hospital da região. O caminhão fugiu do local, mas o motorista foi encontrado horas depois. A perícia da Polícia Civil foi acionada e liberou o corpo após os trabalhos.
O MPMG reforçou que a medida de prisão preventiva “reforça a atuação firme do Ministério Público na tutela da vida e da segurança no trânsito, especialmente em casos que evidenciam condutas de extrema imprudência e potencial reiteração delitiva”. O nome do investigado não foi divulgado.



