Mãe e padrasto vão a júri por morte de menina enterrada viva
Mãe e padrasto a júri por morte de menina enterrada viva

O Tribunal do Júri de Boituva (SP) julgará no dia 18 de agosto, a partir das 9h, os acusados pela morte da menina Maria Clara Aguirre Lisboa, de 5 anos. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), os réus Rodrigo Ribeiro Machado, padrasto da vítima, e Luiza Aguirre Barbosa da Silva, mãe da menina, serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. O processo tramita sob segredo de Justiça.

O crime

O corpo de Maria Clara foi encontrado em 14 de outubro de 2025, enterrado em uma cova rasa concretada no fundo da casa onde vivia com a mãe e o padrasto, em Itapetininga (SP). De acordo com a perícia, a criança estava morta havia cerca de 20 dias, o que situa o crime no fim de setembro. A investigação aponta que o casal ocultou o corpo dois dias após o assassinato.

O laudo necroscópico, obtido com exclusividade pela TV TEM, apontou que a morte foi causada por asfixia mecânica por soterramento. O exame revelou terra na traqueia da vítima, indicando que ela ainda respirava quando foi enterrada. Além disso, o laudo identificou traumatismo craniano, compatível com agressões anteriores à ocultação do corpo.

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A investigação e confissão

A avó paterna de Maria Clara procurou o Conselho Tutelar no início de outubro para denunciar o desaparecimento da neta. Segundo o órgão, a equipe já acompanhava o caso da mãe desde um episódio de ameaça feita pelo padrasto meses antes. O Conselho Tutelar formalizou o desaparecimento na Polícia Civil em 8 de outubro.

Após denúncia e diligências, a Polícia Civil localizou o corpo de Maria Clara em uma cova rasa, já em estado avançado de decomposição. A menina apresentava sinais de lesões provocadas por instrumento contundente, possivelmente uma ferramenta. No mesmo dia, Luiza Aguirre Barbosa da Silva e Rodrigo Ribeiro Machado foram encontrados e, durante o interrogatório, confessaram o crime. Segundo a polícia, eles admitiram ter matado a menina e concretado o corpo para esconder o crime.

Laudo pericial

O laudo necroscópico detalha que a asfixia mecânica por soterramento foi a causa da morte. A presença de terra na traqueia confirma que a criança foi enterrada ainda com vida. O traumatismo craniano identificado sugere que Maria Clara sofreu agressões antes de ser enterrada. O exame reforça a gravidade do crime, que chocou a região de Itapetininga.

O julgamento será realizado no Fórum de Boituva, e os sete jurados decidirão a culpa ou inocência dos réus, sob condução de um juiz. A expectativa é de que o caso tenha ampla repercussão, devido à brutalidade dos fatos.

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