Justiça suspende licitação de ônibus no Rio; prefeitura vai recorrer
Justiça suspende licitação de ônibus no Rio; prefeitura recorre

A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a segunda fase da licitação dos ônibus municipais, que abrange as regiões da Zona Oeste, Vila Isabel e Ilha do Governador. A decisão judicial, divulgada em 27 de julho de 2026, interrompe o cronograma que previa a entrega das propostas para o dia 28 de agosto. A Prefeitura do Rio já anunciou que vai recorrer da medida.

Contexto da suspensão

A suspensão ocorre após ação movida por consórcios de transportadores, que questionam os acordos de remuneração estabelecidos com a administração municipal. O juiz responsável determinou a oitiva de todas as partes envolvidas antes de dar continuidade ao processo licitatório. A segunda etapa do chamado Sistema Rio previa investimentos de R$ 1,4 bilhão, com a renovação e ampliação da frota de ônibus nessas áreas.

Impactos para a população

As linhas afetadas atendem bairros densamente populosos, como Campo Grande, Bangu, Realengo, Vila Isabel e a Ilha do Governador. A licitação original prometia a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos e acessíveis, além do aumento no número de coletivos em circulação. Com a paralisação, usuários do transporte público podem continuar enfrentando superlotação e atrasos.

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De acordo com a Prefeitura do Rio, o edital foi elaborado após estudos técnicos e consultas públicas. O município argumenta que a suspensão prejudica a melhoria do serviço e a renovação da frota, que está defasada. “Vamos recorrer da decisão para garantir a modernização do transporte na cidade”, afirmou um porta-voz da administração municipal.

Reações dos consórcios

Os consórcios responsáveis pelas atuais operações alegam que as condições de remuneração propostas pela prefeitura são insuficientes para cobrir os custos operacionais e os investimentos exigidos. Eles pedem a revisão dos valores antes do avanço da licitação. A Justiça acolheu o pedido para análise mais aprofundada.

Próximos passos

Não há data definida para a realização das audiências que vão discutir o mérito da questão. Enquanto isso, a prefeitura estuda alternativas jurídicas para acelerar o processo. A expectativa é que o caso seja julgado nos próximos meses. A licitação é considerada crucial para a mobilidade urbana do Rio, especialmente na Zona Oeste, onde a demanda por transporte público cresce continuamente.

O montante de R$ 1,4 bilhão previsto na etapa suspensa inclui a compra de novos ônibus adaptados para pessoas com deficiência e com ar-condicionado. A Prefeitura do Rio reforça que a renovação da frota é urgente e que a decisão judicial pode atrasar a implementação de melhorias significativas.

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