Consumidores priorizam agasalhos e alimentos típicos no inverno, aponta Procon-SP
Inverno: consumidores focam em roupas e comidas típicas

Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP durante o mês de junho revela que o consumidor brasileiro está priorizando compras de agasalhos e roupas de frio, além de bebidas e alimentos típicos da estação, em detrimento de lazer e viagens. Os dados, coletados no site do órgão, indicam uma postura mais cautelosa em relação ao orçamento familiar.

Preferências de compra no inverno

Das 556 pessoas que responderam ao questionário, 427 (76,8%) afirmaram que compram roupas e agasalhos nessa época do ano. Já 334 (60%) dos entrevistados disseram que costumam adquirir alimentos típicos, como sopas, fondue e chás. Esses números mostram uma clara inclinação para itens essenciais ao conforto térmico e à alimentação sazonal.

Lazer e viagens em segundo plano

Quando perguntados sobre a frequência em eventos no trimestre, apenas 29% dos consumidores afirmaram ter esse hábito. Entre as atividades mais citadas estão festas juninas, julinas e quermesses em igrejas, centros religiosos ou áreas públicas, geralmente com entrada gratuita. No quesito viagens, somente 14,57% dos consumidores informaram que costumam viajar, sendo as cidades do interior do Estado o destino mais mencionado.

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Sinais de dificuldade financeira

Os resultados da pesquisa podem indicar que parte dos consumidores enfrenta alguma dificuldade financeira. O endividamento relacionado às compras de inverno foi abordado por 25% dos respondentes. Esse dado, somado ao menor percentual de quem frequenta eventos ou viaja, sugere que algumas despesas estão sendo adiadas ou reduzidas. O cenário reflete uma maior cautela na destinação do orçamento familiar.

Saúde também é prioridade

Ainda segundo a pesquisa, os consumidores associam o período mais frio do ano a um maior cuidado com a saúde. Entre os itens mais comprados estão medicamentos e vacinas, citados por pelo menos um terço dos participantes, além da contratação de serviços médicos e hospitalares. O levantamento foi realizado entre os dias 9 e 30 de junho, com 556 respostas coletadas pelo Procon-SP.

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