Defesa Civil identifica mais três casas com risco de desabamento em Manaus
Defesa Civil vê mais três casas com risco de desabamento

A Defesa Civil de Manaus retornou ao bairro Mauazinho, localizado na Zona Leste da capital amazonense, e identificou mais três imóveis com risco iminente de desabamento. A nova vistoria ocorreu nesta sexta-feira (12), um dia após o desmoronamento de uma casa em uma área de barranco classificada como de alto risco. A situação acendeu o alerta entre os moradores, que aguardam medidas concretas das autoridades.

Desabamento anterior e vistoria

Na quinta-feira (11), uma residência de alvenaria de dois andares, situada no topo de um barranco na rua São Francisco, desabou completamente. O imóvel estava desocupado no momento do acidente, e ninguém ficou ferido. O desmoronamento foi registrado em vídeo por moradores da região. Na vistoria desta sexta, as equipes da Defesa Civil orientaram as famílias que vivem nas casas sob risco.

O chefe de operações da Defesa Civil de Manaus, José Mendes, destacou o trabalho preventivo realizado na área. "Nós estamos trabalhando há mais de dois anos aqui no Mauazinho fazendo um trabalho preventivo. Aqui é monitorado por ser uma área de risco. Estamos conversando com as famílias e gradativamente a gente vai fazendo esse trabalho simultâneo para que não aconteça nada de maior gravidade", explicou Mendes.

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Moradores se sentem abandonados

Apesar da presença da Defesa Civil, a apreensão entre os moradores não diminuiu. O aposentado Francisco Rodrigues, que vive no Mauazinho desde a fundação do bairro, expressou sua insatisfação com a falta de apoio do poder público. "Está todo mundo em área de risco, aqui tem criança, cadeirante, tem tudo. Abandonaram tudo, teve gente que dormiu na beira da pista com medo do barranco desabar", desabafou.

Áreas de risco em Manaus

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), Manaus possui entre 360 e 380 áreas classificadas como de risco alto ou muito alto. Estima-se que mais de 112 mil pessoas vivam nessas regiões vulneráveis. Para 2026, a Prefeitura de Manaus prevê um orçamento de R$ 7,5 milhões para ações de monitoramento, prevenção e resposta a desastres. No entanto, especialistas consideram o valor insuficiente diante da magnitude do problema.

Os destroços do imóvel que desabou na Zona Leste continuam no local, servindo como um lembrete constante do perigo que ronda a comunidade.

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