Conselheiro tutelar posta 'vamos acabar com as igrejas' e gera polêmica
Conselheiro posta 'vamos acabar com as igrejas' e gera polêmica

Uma publicação feita por um conselheiro tutelar de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, provocou forte repercussão na cidade. A postagem, publicada na sexta-feira (24), trazia a frase 'Vamos acabar com as igrejas, pelo bem de nossas crianças!', acompanhada de um texto que relacionava casos de violência sexual cometidos por líderes religiosos a debates sobre a responsabilização de instituições.

Nota de repúdio do Conselho de Pastores

A publicação motivou uma nota de repúdio do Conselho de Ministros e Pastores Evangélicos de Arraial do Cabo (Compeac), que criticou o conteúdo compartilhado pelo conselheiro e classificou a mensagem como ofensiva às igrejas e aos religiosos. Em comunicado, o Conselho afirmou que não pretende estimular inimizades, discursos políticos ou qualquer tipo de discurso de ódio, mas destacou que a indignação surgiu pelo fato de a publicação ter sido feita por um representante eleito para atuar no Conselho Tutelar do município.

Retratação do conselheiro

Após a repercussão, o conselheiro divulgou uma nota de retratação. No comunicado, afirmou que a publicação teve caráter irônico e sarcástico e que o objetivo era questionar a generalização de responsabilizar uma instituição inteira pelos crimes cometidos por alguns de seus integrantes. Segundo ele, a intenção não era defender o fechamento de igrejas nem atacar a fé de qualquer pessoa. O conselheiro afirmou ainda que buscava destacar a necessidade de proteger crianças em todos os espaços de convivência, como residências, escolas, instituições religiosas, projetos sociais, clubes e atividades esportivas. Na nota, ele também reconheceu que a postagem permitiu interpretações diferentes da pretendida e pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas.

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Questionamentos do Conselho de Pastores

Ao g1, o Conselho de Pastores de Arraial do Cabo questionou a existência de dados que sustentassem as afirmações contidas na postagem e cobrou informações sobre a origem das estatísticas mencionadas. O grupo também ressaltou o trabalho desenvolvido por igrejas na prevenção de abusos e na proteção de crianças e adolescentes. Na nota, o conselho solicitou que o conselheiro reconheça publicamente que a publicação atingiu igrejas e pastores que atuam de forma séria e contribuem para a proteção da infância no ambiente religioso.

Posição do Conselho de Pastores

O Conselho de Pastores também afirmou repudiar crimes contra crianças, mas declarou que não aceita 'ironia, sarcasmo ou acusações infundadas' que, segundo a entidade, possam prejudicar a imagem das igrejas, dos pastores e da fé cristã. O grupo reforçou ainda que continuará defendendo o direito ao livre exercício da religião.

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