Os trens do Metrô-DF estão circulando com velocidade reduzida na manhã desta quarta-feira (29) após o descarrilamento que afetou parcialmente o serviço na terça-feira (28). O incidente interrompeu completamente a operação entre a estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto, e a estação 114 Sul por mais de oito horas, até a retomada por volta das 14h.
Usuários antecipam chegada às estações
Devido ao caos registrado na terça-feira, muitos usuários optaram por chegar mais cedo às estações na manhã desta quarta. Segundo relatos de passageiros ouvidos pela reportagem, a intenção era evitar atrasos caso o serviço não funcionasse normalmente. Apesar de os trens estarem operando, a velocidade reduzida em alguns trechos e a demora no fechamento das portas em determinadas paradas geram pequenos atrasos nas viagens.
O que causou o descarrilamento
Em nota oficial, o Metrô do Distrito Federal informou que um dos trens teve um “rodeiro descarrilado” – isto é, um dos pares de roda do veículo perdeu contato com o trilho. O veículo foi recolhido e levado para avaliação, e não houve feridos. O presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral, explicou que a identificação do problema só é possível visualmente. “Hoje, nós não temos esse tipo de inspeção. Temos 42 km de linha, e a manutenção programada diariamente é aplicada em alguns pontos da linha. Na madrugada, temos pessoas que estão circulando no nosso sistema. Mas a gente não consegue que seja feita na plenitude do sistema”, afirmou Cabral.
Impacto na rotina dos passageiros
O descarrilamento e a subsequente operação com velocidade reduzida afetam diretamente a rotina dos usuários do metrô, que dependem do serviço para se deslocar entre o Plano Piloto e as demais regiões administrativas. A interrupção completa por mais de oito horas na terça-feira causou transtornos, com estações lotadas e passageiros buscando alternativas de transporte. Até o momento, o Metrô-DF não se manifestou sobre a previsão de normalização total do serviço.
Manutenção e inspeção dos trens
O presidente do Metrô-DF destacou que a manutenção é realizada diariamente, mas não cobre toda a extensão da linha de 42 km. A inspeção visual, que permitiria detectar problemas como o rodeiro descarrilado, não é feita de forma contínua. O veículo acidentado foi recolhido para avaliação técnica, e as causas do descarrilamento estão sendo investigadas. A empresa não informou se outras composições apresentam riscos semelhantes.



