O candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes, apresentou uma redução significativa em seu patrimônio declarado nos últimos quatro anos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os bens do político caíram de R$ 2,8 milhões, em 2022, para R$ 2,1 milhões em 2026, uma diminuição de 25%.
Detalhes da declaração
A declaração de bens de Ciro Gomes foi entregue à Justiça Eleitoral no último prazo do registro de candidatura. O documento lista imóveis, aplicações financeiras e veículos. A maior parte da redução ocorreu em investimentos, que passaram de R$ 1,2 milhão para R$ 800 mil.
“Tive que vender parte dos meus ativos para cobrir custos de campanha e despesas pessoais”, afirmou Ciro Gomes em nota à imprensa. Ele reforçou que a transparência é fundamental para o processo eleitoral.
Impacto político
A redução patrimonial chamou a atenção de analistas políticos. Para o cientista político João Paulo de Oliveira, da Universidade Federal do Ceará, a queda pode ser vista como um sinal de que o candidato está priorizando o investimento na própria campanha. “Em tempos de crise econômica, é comum que políticos vendam bens para financiar suas candidaturas”, explicou.
O adversário de Ciro na disputa, o senador Eduardo Girão, criticou a redução, sugerindo que o patrimônio poderia estar sendo subdeclarado. No entanto, a equipe de Ciro nega irregularidades e afirma que todos os bens foram declarados conforme a lei.
Contexto regional
No Ceará, a eleição para o governo estadual tem sido acirrada. Ciro Gomes, que já foi governador do estado entre 1991 e 1994, busca retornar ao cargo. A declaração de bens é uma das exigências da Justiça Eleitoral para garantir a transparência das candidaturas.
Além de Ciro, outros candidatos também apresentaram suas declarações. O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) disponibilizou os dados para consulta pública. A redução patrimonial de Ciro já gerou debates nas redes sociais e entre eleitores.



