O Amapá aparece no levantamento do MapBiomas Água, divulgado nesta terça-feira (16), como um dos estados que mais perderam superfície de água nos últimos 40 anos. Dois municípios se destacam: Amapá e Tartarugalzinho, que registraram reduções expressivas em rios, lagos e áreas alagadas.
Em 2025, a cidade de Amapá perdeu cerca de 8 mil hectares, o que representa 19,3% da área coberta por rios, lagos e áreas alagadas. Já Tartarugalzinho teve uma redução de aproximadamente 7 mil hectares, equivalente a 29,4% da superfície hídrica do município.
Esses números refletem uma tendência nacional: em 2025, 2.511 municípios brasileiros — 45% do total — apresentaram superfície de água abaixo da média histórica registrada entre 1985 e 2025, evidenciando os impactos das mudanças climáticas, do desmatamento e das alterações no regime de chuvas sobre os recursos hídricos do país.
Estiagem no Amapá
A Defesa Civil do Amapá prevê um período crítico de estiagem no segundo semestre de 2026. O fenômeno deve ser mais intenso que nos anos anteriores, com risco de secas severas e incêndios florestais em várias regiões do Estado. O alerta se soma à previsão da Organização Meteorológica Mundial (ONU), que aponta efeitos extremos do El Niño até agosto. O fenômeno ocorre quando as águas do Pacífico aquecem e liberam mais umidade, desorganizando o clima em diferentes partes do mundo.
Quase metade das cidades brasileiras perderam superfície de água no último ano, conforme levantamento do MapBiomas. A situação no Amapá reflete esse cenário, com destaque para os municípios de Amapá e Tartarugalzinho, que estão entre os mais afetados. A Defesa Civil do Amapá acompanha a situação e alerta para a necessidade de medidas de adaptação e mitigação dos efeitos da estiagem.



