IA checa riscos e reforça fiscalização de contratos públicos
IA checa riscos e reforça fiscalização de contratos

A Controladoria-Geral da União (CGU) implementou uma nova ferramenta de inteligência artificial (IA) que promete revolucionar a fiscalização de contratos públicos no Brasil. O sistema, denominado “Analisador de Contratos”, é capaz de cruzar dados de licitações, contratos e execuções financeiras em tempo real, identificando irregularidades e riscos de fraude com precisão inédita.

Como funciona a nova ferramenta

Desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o algoritmo utiliza machine learning para analisar padrões em milhões de registros. Segundo o ministro da CGU, Vinícius Carvalho, “a IA consegue detectar anomalias que passariam despercebidas em auditorias manuais, como superfaturamento, direcionamento de licitações e conflitos de interesse”.

Em testes realizados com dados de 2024, a ferramenta identificou 1.247 contratos suspeitos, dos quais 89% foram confirmados como irregulares após auditoria presencial. O número representa um aumento de 340% na taxa de detecção em relação aos métodos tradicionais.

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Impacto na transparência e eficiência

A CGU estima que a implementação plena do sistema poderá gerar uma economia de R$ 2,5 bilhões anuais aos cofres públicos, apenas com a redução de fraudes e retrabalhos. “Estamos dando um salto de qualidade na gestão de recursos públicos. A tecnologia não substitui o auditor, mas o capacita com informações muito mais robustas”, afirmou Carvalho.

Além disso, a ferramenta permite que cidadãos e órgãos de controle acompanhem em tempo real o andamento de contratos, aumentando a pressão por transparência. Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) indicam que o Brasil perde cerca de R$ 200 bilhões por ano com fraudes em contratos públicos.

Próximos passos

A CGU planeja expandir o uso da IA para todas as esferas do governo federal até o final de 2026. Também estuda disponibilizar a tecnologia para estados e municípios, mediante convênios. “Queremos criar uma rede nacional de fiscalização inteligente”, concluiu o ministro.

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