Em uma entrevista de prestação de contas após a eliminação de Senegal na segunda fase da Copa do Mundo, o presidente da Federação de Futebol do país, Abdoulaye Fall, fez uma revelação surpreendente: o médico que chefiava a delegação senegalesa na competição era ginecologista de formação.
Jogadores desconfiavam do médico
A declaração foi acompanhada por uma explicação do chefe do futebol senegalês. Segundo Abdoulaye, os jogadores tinham receio de serem atendidos pelo profissional e duvidavam de seu conhecimento em medicina esportiva. “Na verdade, nosso médico-chefe não tem o perfil acadêmico necessário para dar suporte aos nossos atletas. O Dr. Fedior é ginecologista de formação, algo que descobri tardiamente. Nesse nível, e de acordo com o feedback que recebi, os jogadores não tinham plena confiança nele ou em tê-lo supervisionando continuamente seus cuidados”, disse Abdoulaye Fall.
Falta de conhecimento em medicina esportiva
O grande problema não era a formação em si do médico, mas a falta de conhecimento em áreas específicas do esporte, como ortopedia, traumatologia esportiva, fisiologia do exercício e gestão médica de atletas de elite. Ou seja, os jogadores não se sentiam seguros com o profissional durante o período em que estavam sob seus cuidados nas convocações. O Dr. Fedior havia sido funcionário da seleção de Senegal por dez anos.
Eliminação na Copa do Mundo
Senegal avançou para a segunda fase da Copa do Mundo após ser derrotado duas vezes (por Noruega e França) e golear o Iraque na fase de grupos. Depois de estar vencendo a Bélgica até os minutos finais, a equipe acabou sofrendo a virada nos acréscimos e foi eliminada da competição. No fim de semana, Senegal anunciou a demissão do técnico Pape Thiaw. Sob o comando do treinador, Senegal chegou à final da Copa das Nações Africanas de 2026, contra Marrocos, antes de garantir a classificação para a Copa do Mundo.



