IA deixa de ser novidade e vira rotina, diz especialista
IA deixa de ser novidade e vira rotina, diz especialista

A inteligência artificial deixou de ser uma novidade e passou a fazer parte do cotidiano de forma tão natural que muitos usuários nem percebem mais que estão lidando com essa tecnologia. Para o especialista Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, isso é um bom sinal, pois indica que a IA foi plenamente integrada aos produtos e serviços digitais.

Assistentes e recomendações já usam IA sem alarde

Aplicativos, assistentes virtuais e sistemas de recomendação incorporam tanta inteligência artificial que boa parte das pessoas não identifica mais a presença da tecnologia. Segundo Ferreira, essa invisibilidade é o objetivo final da inovação: tornar a experiência tão fluida que o usuário não precise pensar sobre a tecnologia subjacente.

"Quando a tecnologia desaparece da percepção do usuário, significa que ela foi bem-sucedida", afirma o especialista. Ele cita exemplos como sugestões personalizadas em plataformas de streaming, correção preditiva em teclados de smartphones e assistentes de voz que entendem comandos naturais.

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Maturidade do mercado de IA

A percepção de que a IA não é mais novidade reflete a maturidade do setor. Dados de mercado indicam que o uso de inteligência artificial em aplicações comerciais cresceu mais de 270% nos últimos quatro anos. Ferreira ressalta que, embora a empolgação inicial tenha diminuído, a adoção prática continua acelerando.

"O barulho em torno da IA diminuiu, mas a tecnologia está mais presente do que nunca", diz. Ele acredita que essa tendência deve se manter, com a IA se tornando cada vez mais incorporada em ferramentas do dia a dia, sem que os usuários precisem entender como funciona.

Impacto para empresas e consumidores

Para as empresas, a normalização da IA representa uma oportunidade de oferecer serviços mais inteligentes sem a necessidade de educar o mercado sobre o que é inteligência artificial. Já para os consumidores, os benefícios são tangíveis: maior personalização, eficiência e conveniência.

Ferreira conclui que o próximo passo é a IA se tornar tão comum quanto a eletricidade ou a internet: "Ninguém acorda pensando em eletricidade, mas ela está em tudo. Esse é o futuro da inteligência artificial."

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