Datafolha: maioria rejeita veto a visita de Flávio a Bolsonaro
Datafolha: maioria rejeita veto a visita de Flávio a Bolsonaro

Pesquisa Datafolha revela opinião pública sobre restrições a Bolsonaro

Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maioria dos brasileiros apoia as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo a manutenção da prisão domiciliar e o veto ao acesso a redes sociais. O levantamento também indica que a maior parte da população desaprova a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir a visita do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente.

Os números da pesquisa

De acordo com o instituto, 59% dos entrevistados concordam que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar, enquanto 62% são favoráveis à proibição do uso de redes sociais pelo ex-presidente. A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 10 e 12 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Especificamente sobre o veto de Moraes à visita de Flávio Bolsonaro, a maioria dos brasileiros reprova a medida. Embora o Datafolha não tenha divulgado o percentual exato, o levantamento aponta que a desaprovação supera a aprovação entre os entrevistados.

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O veto a Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro solicitou autorização judicial para visitar o pai na residência onde ele cumpre prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido, argumentando que a visita poderia interferir nas investigações em andamento contra o ex-presidente. A decisão gerou reações imediatas. Flávio Bolsonaro criticou publicamente o veto, classificando-o como "perseguição política", enquanto apoiadores do ex-presidente também manifestaram indignação.

No entanto, os dados do Datafolha indicam que a população em geral tende a concordar com as medidas restritivas impostas a Bolsonaro. A confiança no STF e na condução dos processos judiciais parece sustentar essa posição.

Implicações políticas

Os números refletem a polarização em torno do ex-presidente. Enquanto seus aliados veem as restrições como excessivas e arbitrárias, a maioria da população endossa as ações da Justiça. Analistas políticos apontam que a pesquisa pode influenciar o debate sobre os limites da atuação judicial e os direitos dos investigados, especialmente em casos de grande repercussão.

O Datafolha também questionou a avaliação geral do governo Lula e do STF, mas esses dados não foram divulgados no recorte específico sobre Bolsonaro. A pesquisa completa está disponível no site do instituto.

Contexto judicial

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde fevereiro de 2024, após decisão de Alexandre de Moraes no âmbito das investigações sobre suposta tentativa de golpe de estado. Entre as condições impostas, estão a proibição de contato com outros investigados e o monitoramento eletrônico. A restrição ao uso de redes sociais foi adicionada posteriormente, após Bolsonaro publicar mensagens consideradas inadequadas.

O veto à visita de Flávio Bolsonaro ocorreu em maio de 2024. Moraes justificou a decisão com base no risco de interferência nas investigações. A defesa de Bolsonaro recorreu, mas o STF manteve a decisão.

Repercussão

A pesquisa Datafolha foi amplamente repercutida na mídia e nas redes sociais. Apoiadores do ex-presidente questionaram a credibilidade do instituto, enquanto críticos destacaram a sintonia entre a opinião pública e as ações do STF. O levantamento reforça a percepção de que a maioria da população não vê com bons olhos a flexibilização das medidas cautelares impostas a Bolsonaro.

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