Brasileiro desaparece na França há 24 dias; família busca respostas
Brasileiro desaparece na França há 24 dias

Desaparecimento na França

Bruno Fernando Rego, de 28 anos, natural de Capivari (SP), está desaparecido há 24 dias na França. O jovem trabalhava como motorista de aplicativos e de forma independente, realizando viagens internacionais. A irmã dele, Beatriz Rego, informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que a família busca informações sobre o paradeiro do jovem e questiona a falta de detalhes da polícia francesa sobre o carro alugado por ele, que possui rastreador via satélite.

Último contato e circunstâncias

Segundo Beatriz, o último contato de Bruno ocorreu em 5 de julho, com um amigo da cidade natal. Ele morava na região metropolitana de Paris há mais de um ano e trabalhava como motorista. O dinheiro arrecadado ajudava a sustentar a filha de 4 anos, que vive no Brasil com a mãe e tem sequelas neurológicas. A família relata que Bruno havia perdido o passaporte recentemente; sumiu apenas com a roupa do corpo; o celular do motorista não recebe chamadas; e o veículo utilizado para o trabalho era alugado e rastreável.

Luta da família por respostas

A irmã do motorista mora em Portugal e disse que precisou registrar o boletim de ocorrência no país onde vive. "A queixa foi feita em Portugal, porque em França existe uma lei que se diz que a pessoa tem direito a desaparecer. Então eles não aceitavam que os amigos do Bruno fizessem a queixa", relata. Beatriz contou que a polícia portuguesa conseguiu se comunicar com as autoridades francesas para aceitar a denúncia. Ela ressaltou que o irmão mantinha contato frequente com a família e tinha uma rotina focada no trabalho. "Ele fazia viagens de norte a sul de França, então às vezes ele até chegava a não voltar pra casa porque, como eram viagens muito longas, não compensava", afirma.

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Assistência consular

O Ministério das Relações Exteriores, responsável pela Embaixada do Brasil na França, declarou que tem conhecimento do caso e presta assistência consular aos parentes. O órgão destacou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares, nem fornece detalhes da assistência prestada fora do país. Até o momento, a polícia francesa não repassou informações sobre as investigações à família.

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