O Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte classificou, nesta sexta-feira, a nova estratégia de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um 'documento criminoso' que busca a 'total subordinação do mundo inteiro aos interesses dos EUA'. A declaração foi feita por um porta-voz do ministério, conforme comunicado divulgado pela mídia estatal KCNA.
No documento, anunciado na segunda-feira, Trump afirmou que Washington precisa lidar com o desafio representado pelo programa de armas da Coreia do Norte. O porta-voz norte-coreano disse que a 'política América Primeiro' do governo Trump 'não é nada se não a proclamação de agressão visando dominar o mundo de acordo com seu gosto e vontade própria'.
O Conselho de Segurança da ONU deve votar nesta sexta-feira uma resolução elaborada pelos EUA que busca endurecer sanções contra a Coreia do Norte em resposta a seu mais recente lançamento de míssil balístico intercontinental. As novas penalidades, que dependem da aprovação de China e Rússia, aliados da Coreia do Norte, podem ter efeito real na economia do país asiático.
O esboço de resolução da ONU pede a proibição de quase 90% das exportações de derivados de petróleo refinado para a Coreia do Norte, estabelecendo um teto de 500 mil barris por ano, e exige a repatriação de norte-coreanos que trabalham no exterior dentro de 12 meses. A medida também visa um teto de 4 milhões de barris por ano para os suprimentos de petróleo bruto e a proibição de várias exportações norte-coreanas, como maquinário e madeira.
As tensões vêm se elevando devido aos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte, que o país desenvolve desafiando resoluções do Conselho de Segurança. A Coreia do Norte ameaça destruir a Coreia do Sul, os EUA e o Japão com frequência, e diz que seus programas de armas são necessários para se contrapor à agressão norte-americana. Os EUA mantêm 28.500 soldados na Coreia do Sul, legado da Guerra da Coreia de 1950-53.



