O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira a suspensão por cinco dias de ataques contra a infraestrutura energética do Irã, condicionada ao progresso de conversas que ele descreveu como “produtivas”. Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que as discussões ocorreram no fim de semana e que instruiu o Departamento de Guerra a adiar os ataques, sujeito ao sucesso das reuniões em andamento.
Trump disse que as conversas envolveram o enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, pelo lado americano, e um líder iraniano “respeitado”, que não seria o novo líder supremo. Segundo Trump, foi o Irã quem entrou em contato para discutir uma solução diplomática. “Eles ligaram, eu não liguei. Eles querem fechar um acordo”, afirmou a jornalistas.
O presidente americano indicou que Israel será informado e que o acordo traria paz ao país. Ele também mencionou que o Irã poderia abandonar seu programa de armas nucleares em troca do fim das hostilidades. Trump alertou que, se não houver avanços em cinco dias, os bombardeios serão retomados e intensificados. “Vamos continuar bombardeando sem parar”, disse.
Autoridades iranianas negaram as negociações. A agência Mehr citou o Ministério de Relações Exteriores do Irã, que classificou as declarações de Trump como parte de esforços para reduzir os preços de energia e ganhar tempo para planos militares. A tensão aumentou com o envio de milhares de marinheiros e fuzileiros navais americanos ao Oriente Médio, possivelmente para ocupar a ilha de Kharg, no Golfo.
No sábado, Trump havia dado um prazo de 48 horas para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo global. O Irã respondeu ameaçando destruir infraestruturas essenciais no Oriente Médio, incluindo sistemas de água, caso os EUA ataquem. O anúncio de Trump fez o preço do petróleo cair e os futuros do mercado de ações americano subirem.



