O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (23) a decisão da França de reconhecer o Estado palestino. Em declaração à imprensa, Trump classificou a medida como 'um erro grave' e afirmou que ela 'premia o terrorismo'. A França anunciou o reconhecimento na segunda-feira (22) durante a Assembleia Geral da ONU.
O presidente francês, Emmanuel Macron, justificou a decisão como parte de uma 'responsabilidade histórica' para preservar a solução de dois Estados. 'Devemos fazer todo o possível para preservar a própria possibilidade de uma solução de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado em paz e segurança', disse Macron em seu discurso.
Trump, que durante seu mandato transferiu a embaixada dos EUA para Jerusalém e mediou acordos de normalização entre Israel e países árabes, afirmou que o reconhecimento francês 'enfraquece Israel' e 'incentiva a violência'. Ele também sugeriu que a decisão foi influenciada por pressões internas na França, que abriga grandes comunidades judaica e muçulmana.
O anúncio de Macron já havia sido criticado por Israel em julho, quando o premiê Benjamin Netanyahu afirmou que a medida 'recompensa o terror e corre o risco de criar mais um representante do Irã'. A França se junta a Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, que também reconheceram o Estado palestino recentemente.
Atualmente, mais de 140 países reconhecem o Estado palestino, incluindo o Brasil. A Assembleia Geral da ONU aprovou o reconhecimento de fato em 2012, elevando o status palestino para 'Estado não membro'. Cerca de 80% dos 193 países-membros da ONU reconhecem oficialmente um Estado palestino.



