O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou ataques contra o Irã sem pedir autorização ao Congresso, gerando críticas de líderes da oposição e especialistas em direito constitucional. O secretário de Estado Marco Rubio notificou os líderes do Congresso horas antes da ofensiva, mas não houve votação prévia, como exige a lei de 1973.
Horas antes de autorizar os ataques, Trump participou de uma festa na Flórida, em Mar-a-Lago, que depois se tornou a sala de crise do governo americano. Durante a operação, ele monitorou a situação e conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que há 17 dias havia pressionado Trump a não confiar no Irã.
Em entrevista ao site Axios, Trump afirmou que decidiu atacar porque 'entendeu que os iranianos realmente não queriam um acordo'. Sobre a duração da operação, disse: 'Eu posso ir por muito tempo e assumir o controle total, ou encerrá-la em dois ou três dias e dizer aos iranianos: Nos vemos daqui a alguns anos, se vocês começarem a reconstruir'.
O líder da oposição no Senado, Chuck Schumer, criticou a ofensiva: 'O povo americano não quer outra guerra interminável e custosa no Oriente Médio quando há tantos problemas em casa'. Líderes da oposição defendem uma resolução para limitar os poderes de guerra do presidente.
O professor de Direito Constitucional Bruce Ackerman, da Universidade Yale, classificou o ataque como inconstitucional. Ele afirmou que a ação pode afetar a popularidade de Trump e do Partido Republicano nas eleições parlamentares, que renovarão toda a Câmara e um terço do Senado.
Este é o terceiro ataque militar de Trump contra o Irã em dois mandatos. Em 2020, os EUA mataram o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Qassem Soleimani, no Iraque. No ano passado, conduziram o primeiro ataque em solo iraniano em décadas. Agora, a operação é a mais ambiciosa, visando não apenas destruir estruturas militares, mas abrir caminho para derrubar o regime dos aiatolás.



