O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias como celulares, carros elétricos e turbinas eólicas. Apesar do nome, esses minerais não são terras nem raros na crosta terrestre, mas são difíceis e caros de separar devido às propriedades químicas quase idênticas.
A combinação geológica única e o clima tropical do país favorecem a concentração desses recursos, mas o Brasil ainda não domina a tecnologia de processamento, exportando principalmente minério bruto. O desafio nacional é agregar valor tecnológico e deixar de ser apenas fornecedor de matéria-prima.
A disputa entre China e Estados Unidos pelo controle do refino das terras raras coloca o Brasil no centro de uma nova tensão geopolítica. O presidente Lula afirmou, nesta segunda-feira (18), que espera que Donald Trump deixe de 'brigar' com o líder chinês Xi Jinping e passe a se associar ao Brasil em projetos do setor.
Os elementos funcionam como 'vitaminas' da indústria tecnológica, proporcionando alto desempenho com pouca massa. O magnetismo excepcional, explicado pela estrutura atômica com elétrons em orbitais profundos (4f), garante que ímãs de neodímio sejam muito mais fortes e estáveis que os comuns. Além disso, alguns elementos mantêm condução elétrica e magnetismo mesmo em altas temperaturas.
O processamento é o maior desafio: como os elementos são quimicamente muito parecidos, separá-los exige um processo industrial exaustivo e caro. Não há substitutos equivalentes em desempenho; o uso de outros materiais tornaria os equipamentos mais pesados, menos eficientes ou mais consumidores de energia.



