O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou nesta segunda-feira (23) sua desistência da corrida presidencial de 2026. A decisão estratégica visa evitar que o controle político do estado caia nas mãos de adversários, especialmente após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançar Sergio Moro (União-PR) como candidato ao governo paranaense pelo PL.
Ratinho Junior não pode concorrer à reeleição no Paraná e, se mantivesse a pré-candidatura à Presidência, deixaria a sucessão estadual vulnerável a nomes fortes de fora de seu grupo, como Moro e Rafael Greca (MDB). O governador optou por garantir a manutenção do poder no estado, priorizando o 'quintal' em vez do voo nacional incerto.
A desistência é considerada uma má notícia para quem buscava uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro. Ratinho era o único nome da centro-direita fora da franquia Bolsonaro que conseguia furar a bolha do presidente Lula, com penetração no eleitorado de até dois salários mínimos, graças à popularidade de seu pai, o comunicador Ratinho.
Com a saída de Ratinho, a direita passa a ter três pré-candidatos com discursos distintos: Flávio Bolsonaro (PL), que tenta se distanciar do radicalismo paterno; Romeu Zema (Novo), que foca em corrupção e no STF; e Ronaldo Caiado (PSD), que aposta na segurança pública como tema central.



