O governo do Distrito Federal apresentou uma versão reduzida de um projeto de lei para capitalizar o Banco de Brasília (BRB), que agora prevê a alienação de nove lotes de imóveis públicos. A proposta inicial incluía 12 endereços, mas o texto foi alterado após resistência de parlamentares.
Deputados da Câmara Legislativa expressam desconfiança em relação à medida. A oposição alega que o projeto visa mais o calendário eleitoral do que a saúde financeira do banco. O deputado Fábio Félix (PSOL) afirmou que a iniciativa parece 'desespero a serviço do calendário eleitoral' e não um projeto sério para salvar o BRB.
O deputado Gabriel Magno (PT) classificou o novo projeto como 'mal feito e com vícios'. Já Thiago Manzoni (PL), da base aliada, surpreendeu ao engrossar o coro da oposição, citando uma 'quebra de confiança' entre o governo e a Casa. O líder do governo, deputado Hermeto (MDB), adotou cautela e afirmou que os responsáveis pelo rombo financeiro do banco deverão responder na Justiça.
A votação do projeto foi adiada para a próxima semana, após a chegada de um novo texto. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, deve se reunir com os deputados na segunda-feira (2) para explicar a situação patrimonial do banco. Em seguida, os parlamentares se reúnem a portas fechadas para decidir se levam o projeto ao plenário.
Se aprovado, o projeto permitirá ao BRB captar até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro, usando os imóveis como garantia. O empréstimo pode ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, conforme plano preventivo entregue ao Banco Central. A expectativa do governo era votar o texto rapidamente, mas aliados de Ibaneis Rocha decidiram frear o andamento da matéria.



