O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (20) a chegada do porta-aviões USS Nimitz à região do Caribe. O anúncio ocorre em um momento de aumento da pressão do governo Trump sobre o regime cubano, no mesmo dia em que Washington indiciou o ex-presidente Raúl Castro por um incidente ocorrido em 1996.
O USS Nimitz, de propulsão nuclear, tem 333 metros de comprimento e está em serviço desde 1975, sendo o mais antigo desse tipo ainda em operação no mundo. Sua tripulação chega a aproximadamente 6.000 pessoas. Junto com o porta-aviões, também foram enviados o Carrier Air Wing 17, o USS Gridley e o USNS Patuxent.
O presidente Donald Trump afirmou na quarta-feira que os Estados Unidos estão 'libertando Cuba' e que não pode dizer o que acontecerá com a ilha a seguir. Horas antes, o Departamento de Justiça dos EUA indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, acusando-o de quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos.
A acusação envolve a derrubada de dois aviões civis em fevereiro de 1996, pertencentes ao grupo Brothers to the Rescue, formado por cubanos anticastristas exilados nos EUA. Os quatro tripulantes morreram, três deles cidadãos americanos. Na época, Raúl Castro era ministro da Defesa de Cuba, sob o comando de seu irmão Fidel Castro.
Raúl Castro governou Cuba de 2008 a 2021, quando passou o cargo a Miguel Díaz-Canel. Durante seu mandato, suspendeu restrições a viagens de cubanos ao exterior, libertou opositores e empreendeu reformas econômicas. Em 2014, restabeleceu relações diplomáticas com os EUA, mas o degelo durou até 2016, com a chegada de Donald Trump à presidência.



