O prefeito de Grupiara, Rogério Honorato Machado (MDB), e o vice, Ismar José Leandro (União), tiveram os mandatos cassados por abuso de poder político nas eleições municipais de 2024. A sentença do juiz eleitoral Cássio Macedo Silva foi publicada na segunda-feira (15) e determina a realização de nova eleição na cidade.
Rogério Honorato também teve o diploma cassado e ficará inelegível por oito anos. Já Ismar teve o diploma cassado, mas não foi declarado inelegível. A decisão tornou o ex-prefeito Ronaldo José Machado inelegível por oito anos. O produtor rural Aparício de Oliveira Borges, acusado de compra de votos, foi absolvido por falta de provas.
De acordo com o juiz, ficou comprovado o uso indevido da estrutura administrativa do município com finalidade eleitoral. Houve aumento irregular de contratações temporárias, ampliação de cargos e exonerações em massa às vésperas e após o pleito, com o objetivo de influenciar eleitores. A Justiça determinou o envio do processo ao Ministério Público Eleitoral para apuração de possíveis responsabilidades penais ou administrativas.
A ação foi movida pela coligação de Enezio Davi (PP), segundo colocado na eleição. O advogado Flávio Ribeiro, que representa a coligação, destacou que a sentença restabelece o respeito à vontade popular e o princípio da igualdade de oportunidades nas eleições municipais. Os condenados têm três dias para recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.



