O Irã lançou ataques retaliatórios contra instalações de energia no Golfo Pérsico nesta quinta-feira, 19, horas após o presidente americano Donald Trump ameaçar 'explodir' campos de gás iranianos. O porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que, se as instalações iranianas forem novamente alvejadas, os ataques continuarão até a destruição completa da infraestrutura energética dos EUA e seus aliados na região.
Os países do Golfo, incluindo Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, condenaram os ataques. O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, classificou a ação como uma 'escalada perigosa'. As monarquias do Golfo afirmaram que se reservam o direito de usar a força para se proteger, embora até agora tenham se limitado a abater mísseis e drones com sistemas de defesa antiaérea.
Uma embarcação foi incendiada perto da costa dos Emirados Árabes Unidos e outra foi danificada próximo ao Catar. Um drone iraniano atingiu uma refinaria saudita no Mar Vermelho, que o país usava como rota alternativa para exportar petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. A Arábia Saudita e a Shell informaram que avaliam os danos nas instalações.
O Catar informou que bombeiros extinguiram um incêndio na instalação de GNL de Ras Laffan, após mísseis iranianos atingirem o local. A produção já havia sido interrompida por ataques anteriores. A estatal QatarEnergy afirmou que o incêndio causou danos 'extensos'. O petróleo Brent atingiu US$ 118 por barril, alta de 60% desde o início do conflito em 28 de fevereiro, e o gás natural europeu subiu 17% no dia.
Trump ameaçou destruir o campo de gás South Pars, no Irã, após mísseis iranianos atingirem Ras Laffan, no Catar, em resposta a um ataque israelense. Trump disse que os EUA desconheciam a operação israelense e afirmou que Israel não fará novos ataques ao campo, a menos que o Irã ataque um país inocente. O Pentágono estuda pedir US$ 200 bilhões adicionais para o conflito, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.
O Ministério das Relações Exteriores do Catar condenou os ataques iranianos contra instalações na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, classificando-os como violação do direito internacional e ameaça à segurança energética global, navegação e meio ambiente. O governo catariano afirmou que os ataques visaram civis, bens civis e instalações vitais.



