A executiva do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nesta segunda-feira um comunicado se opondo a propostas de desvinculação das aposentadorias do INSS do salário mínimo e de alteração nas regras de gastos com Saúde e Educação. O documento argumenta que setores econômicos privilegiados, a imprensa e analistas de mercado estariam fabricando uma 'inexistente crise fiscal' no país.
O posicionamento do PT contraria a linha defendida pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento), que elaboram propostas de revisão dos gastos públicos para o presidente Lula. Especialistas alertam que os pisos constitucionais e a vinculação da Previdência ao salário mínimo podem estrangular os recursos livres do Orçamento nos próximos anos.
No comunicado, o partido reafirma seu compromisso com a manutenção dos pisos da Saúde e Educação, do aumento real do salário mínimo e sua vinculação às aposentadorias. 'São conquistas históricas da classe trabalhadora e da sociedade brasileira, perante as quais não cabem retrocessos', diz o texto.
O PT também critica a PEC que confere maior autonomia ao Banco Central, classificando a atual gestão como 'bolsonarista' e acusando o presidente Roberto Campos Neto de sabotar a economia. O partido defende que a responsabilidade fiscal do governo Lula é reconhecida por agentes econômicos sérios dentro e fora do Brasil.



