Estados Unidos, Israel e Irã travam uma batalha paralela nas redes sociais, utilizando propaganda e notícias falsas como armas. Em apenas duas semanas, mais de 110 imagens geradas por inteligência artificial foram compartilhadas milhões de vezes, muitas delas criando cenários de explosões e lágrimas que nunca existiram.
Os vídeos falsos circulam rapidamente, muitos promovendo visões pró-Irã para demonstrar suposta superioridade militar. Um dos mais disseminados mostrava mísseis caindo sobre Tel Aviv. Outros funcionam como propaganda, como uma animação iraniana que ilustra um ataque americano real a uma escola com cenas falsas criadas por IA.
O Irã produz animações para reforçar sua visão sobre EUA e Israel, mas a Casa Branca também apela para elementos da cultura pop, como boliche, futebol americano, beisebol e filmes de Hollywood, mesclando-os com imagens reais da guerra. O ator Ben Stiller, cujo filme foi usado em uma postagem, escreveu para a Casa Branca sobre o uso de sua imagem.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel publicou uma imagem do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em um jogo de martelada de parque de diversão. Já a embaixada iraniana na África do Sul zombou da ideia de Trump de controlar o Estreito de Ormuz ao lado do Irã.
Especialistas apontam que a nova onda de ferramentas de IA está tornando o combate nas redes sociais mais pesado. A guerra moderna não se limita mais ao front de batalha, mas também à forma como a realidade é enquadrada e recebida emocionalmente. Mahsa, diretora da ONG Witness, e Tine Munk, professora da Universidade Nottingham Trent, estudam esse fenômeno.



