O Flamengo venceu o leilão do terreno de 88 mil metros quadrados na área do Gasômetro, onde planeja construir seu futuro estádio, com previsão de inauguração em 2029. O clube pagará R$ 138,195 milhões em até cinco dias, mas a posse efetiva do terreno depende da resolução de contestações judiciais e burocracias.
O prefeito Eduardo Paes explicou que a Caixa Econômica Federal, que administrava o fundo proprietário da área, contestou o leilão. O valor será depositado judicialmente, e a Prefeitura espera que a Justiça autorize a emissão da posse para o Flamengo. O leilão havia sido suspenso por decisão liminar do juiz Marcelo Barbi Gonçalves, do TRF-2, mas a prefeitura obteve autorização da Presidência do tribunal para prosseguir.
Rodrigo Dunshee, vice-geral e jurídico do clube, detalhou que o Flamengo depositará o valor na conta da prefeitura, que continuará o processo de desapropriação. Se o fundo imobiliário não aceitar o valor, será discutida a justa indenização por meio de perícia. A União Federal também indicou que contestará o leilão e seu valor. A expectativa é que tudo se resolva até outubro, quando a pedra fundamental da obra poderá ser inaugurada.
O presidente Rodolfo Landim estimou um investimento de até R$ 2 bilhões para o estádio, com recursos provenientes da venda de naming rights e do potencial construtivo da sede na Gávea, além da venda de imóveis no Morro da Viúva. Landim destacou que o dinheiro do potencial construtivo é carimbado para a construção do estádio e não pode ser usado para outras finalidades.
O projeto inclui uma área externa para fan fest, shows e eventos culturais, visando revitalizar a região próxima a São Cristóvão e à Zona Portuária. O prefeito Paes ressaltou a abundância de modais de transporte público no local, como rodoviária, aeroporto Santos Dumont, VLT, BRT, trem e metrô, e afirmou que o uso do transporte público será incentivado.



