Guerra comercial entre Equador e Colômbia ameaça 12 mil famílias na fronteira com tarifas de 100%
Guerra comercial entre Equador e Colômbia ameaça 12 mil famílias na fronteira com tarifas de 100%

A guerra comercial entre Equador e Colômbia, intensificada pelo aumento recíproco das tarifas para 100%, começou a ser sentida nesta sexta-feira na fronteira binacional, onde autoridades e representantes do setor alertaram para perdas 'gigantescas' e riscos para milhares de empregos.

O presidente equatoriano Daniel Noboa justificou a medida em sua conta nas redes sociais, afirmando que 'infelizmente, não podemos chegar a acordos com aqueles que não compartilham o mesmo compromisso com o combate ao narcoterrorismo'. Ele destacou que, desde que tomou essa medida, as mortes violentas na fronteira norte diminuíram 33%.

Na província equatoriana de Carchi, a vice-prefeita Verónica García expressou preocupação com o impacto das medidas, observando que o comércio, a agricultura e o transporte são as principais fontes de renda da região. García participou de uma reunião binacional na semana passada e afirmou que havia disposição para o diálogo, argumentando que a segurança das fronteiras não deveria ser priorizada em detrimento da economia.

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Do lado colombiano, Xavier Flores, presidente executivo da Câmara de Comércio de Ipiales, afirmou que as perdas chegariam a aproximadamente US$ 5,5 milhões por dia, segundo dados da Associação Nacional de Comércio Exterior da Colômbia (Analdex). Ele explicou que o impacto também se estende a serviços relacionados, como hotéis, restaurantes, venda de autopeças, postos de gasolina e oficinas mecânicas.

Flores acrescentou que cerca de 12 mil famílias do lado colombiano já foram afetadas e alertou que a vida econômica da região fronteiriça está 'em risco e por um fio'. Ele pediu à Comunidade Andina, que inclui Equador, Colômbia, Peru e Bolívia, que demonstre sua capacidade de resolver esse tipo de conflito entre os países membros.

O presidente colombiano Gustavo Petro indicou que esse aumento tarifário significava o fim da participação colombiana no Conselho Andino, e que o país passaria a integrar o Mercosul e a entrar no espaço caribenho e centro-americano como área de colaboração.

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