Defesa de Ciro Nogueira nega ilicitudes após operação da PF
Defesa de Ciro Nogueira nega ilicitudes após operação da PF

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo da nova fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (7), negou participação em qualquer atividade ilícita. Em nota divulgada após a ação policial, a defesa repudiou 'ilações de ilicitude sobre suas condutas', especialmente na atuação parlamentar.

O parlamentar é investigado por supostamente ter atuado em benefício de interesses privados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo os investigadores, Ciro teria recebido vantagens econômicas indevidas, como pagamentos mensais de R$ 300 mil a 500 mil, aquisição de participação societária com deságio, uso de imóvel de alto padrão e custeio de viagens internacionais.

Na nota, o senador reiterou compromisso com a Justiça e se colocou à disposição para esclarecimentos. Afirmou que medidas investigativas graves baseadas em 'mera troca de mensagens' podem ser precipitadas e merecem controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado pelas Cortes Superiores.

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O advogado Antonio Carlos de Almeida Prado, conhecido como Kakay, que representa Ciro Nogueira, disse que o material apreendido não preocupa a defesa e classificou a relação entre o senador e Vorcaro como 'natural'. Kakay manifestou 'perplexidade' com a operação, baseada em informações do celular de Vorcaro, que está preso e negocia delação premiada.

O Partido Progressista (PP), presidido por Ciro, defendeu que os fatos sejam 'devidamente esclarecidos', com observância ao amplo direito de defesa e ao devido processo legal. O secretário-geral Aldo Rosa afirmou confiança nas instituições e na Justiça brasileira.

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