O ataque dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas reacendeu temores econômicos globais. O Parlamento iraniano autorizou o possível fechamento do Estreito de Ormuz, elevando o preço do barril de Brent para mais de 103 dólares e triplicando os prêmios de seguro marítimo.
Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, um corredor de 33 quilômetros entre Irã e Omã. Um bloqueio, mesmo parcial, impactaria diretamente as cadeias logísticas de países como Índia, Japão e Coreia do Sul, que dependem desse fluxo para abastecer suas refinarias.
A Rússia se beneficia do aumento dos preços do petróleo, com receitas ancoradas na exportação de energia. O governo russo condenou a ação americana e sugeriu ampliar a cooperação militar com o Irã, enquanto observa com interesse a elevação dos preços internacionais.
A China, maior compradora de petróleo iraniano, enfrenta uma posição delicada. Pequim precisa garantir estabilidade no Golfo Pérsico para manter o abastecimento de sua indústria. A diplomacia chinesa deve atuar silenciosamente para conter os impulsos agressivos do Irã, possivelmente oferecendo incentivos econômicos ou reforçando acordos energéticos bilaterais.
A China também pode reforçar a presença de suas patrulhas navais no Golfo para proteger seus interesses comerciais. Um bloqueio de sete a dez dias poderia elevar o barril para mais de 130 dólares, pressionando os bancos centrais ocidentais e reacendendo a inflação global.



