A Polícia Federal (PF) revelou mensagens apreendidas durante a Operação Sem Desconto que indicam que Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Conafer), afirmava à família ter acesso facilitado à cidadania italiana por meio de Alessandro Stefanutto, então presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, Lopes dizia que Stefanutto possuía um escritório na Itália para agilizar o processo, supostamente 'de graça'.
Investigação da PF e Operação Sem Desconto
As mensagens foram obtidas durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes associativas no INSS. A PF apura se Lopes e Stefanutto atuavam em esquema de facilitação irregular de benefícios previdenciários e outros serviços. Em uma das conversas, Lopes teria afirmado que Stefanutto 'tem um escritório na Itália que faz cidadania de graça' e que 'é só pedir'. A defesa de Stefanutto nega as acusações e afirma que ele nunca ofereceu tais facilidades.
Detalhes das mensagens e contextos
As mensagens foram extraídas do celular de Lopes, apreendido em maio de 2026. Nelas, ele se gaba para familiares sobre a suposta influência de Stefanutto. A PF também investiga se o escritório italiano mencionado existe e se há registros de pedidos de cidadania vinculados a Lopes ou Stefanutto. Até o momento, não foram encontrados documentos que comprovem o vínculo.
Repercussão e próximos passos
O caso gerou repercussão no Congresso, onde Stefanutto foi convocado a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no INSS. Em depoimento, ele negou qualquer envolvimento. A PF continua as investigações e pode indiciar ambos por fraude processual e associação criminosa. A Conafer, em nota, disse confiar na inocência de seu presidente.



