O atacante Neymar, apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se o epicentro de uma intensa disputa política nas redes sociais durante a participação do Brasil na Copa do Mundo de 2026. De acordo com levantamento da coluna Sonar - A Escuta das Redes, o jogador foi mencionado em 220 postagens de políticos de diferentes espectros ideológicos, desde a esquerda até a direita, em meio ao desempenho frustrante da seleção brasileira no torneio.
Direita lidera engajamento em torno de Neymar
O bolsonarismo destacou-se no engajamento digital ao defender o atacante das críticas recebidas após a eliminação precoce do Brasil. Apoiadores de Bolsonaro também fizeram uso político do número da camisa de Gabriel Martinelli, que marcou um gol durante a competição. A estratégia incluiu a associação do número 11 a símbolos da direita, amplificando o alcance das mensagens nas plataformas digitais.
Fala de Lula sobre Neymar gera reações polarizadas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também entrou na polêmica ao fazer uma piada sobre Neymar durante um evento. A declaração provocou reações imediatas: enquanto apoiadores do governo elogiaram a postura descontraída do presidente, bolsonaristas criticaram duramente a fala, interpretando-a como desrespeito ao jogador. A polarização refletiu-se nas redes, com hashtags de apoio e repúdio a Lula e Neymar disputando os trending topics.
Impacto da polarização nas redes durante a Copa
O embate político em torno de Neymar evidenciou como a Copa de 2026 serviu de palco para a disputa entre governistas e oposicionistas. A coluna Sonar destacou que, apesar do fracasso esportivo, o jogador continuou a ser um símbolo político capaz de mobilizar milhões de interações. A análise aponta que o uso político de atletas e símbolos esportivos tende a se intensificar em anos eleitorais, como 2026, quando o Brasil realizará eleições presidenciais.



