Barroso defende democracia em carta a Trump e Bolsonaro
Barroso defende democracia em carta a Trump e Bolsonaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, respondeu de forma serena à carta do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que pedia a suspensão de processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Sem mencionar Trump diretamente, Barroso destacou a diferença entre democracia e ditadura, enfatizando a importância do devido processo legal e a atuação do STF na defesa do Estado Democrático de Direito.

Na carta, Barroso fez uma digressão pela história do Brasil, lembrando períodos de interrupção institucional, como a Intentona Comunista de 1935, o golpe de Estado de 1937, a deposição de Getúlio Vargas e o golpe militar de 1964. Ele ressaltou que, durante a ditadura, houve falta de liberdade, tortura, desaparecimentos forçados, fechamento do Congresso e perseguição a juízes, situação oposta à atual.

O ministro afirmou que todos os processos contra Bolsonaro respeitam o devido processo legal, com contraditório e provas nos autos. Criticou a narrativa de que o Brasil seria uma ditadura, lembrando que, no país, não se persegue ninguém, mas se realiza justiça com base em provas. Barroso também mencionou que, no caso das big techs, a solução do STF foi mais moderada que a da União Europeia.

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A manifestação de Barroso ocorre em meio à campanha de apoiadores de Bolsonaro no exterior, que afirmam que o Brasil vive uma ditadura. Eduardo Bolsonaro, deputado licenciado, tem dito que o país é comandado pelo ministro Alexandre de Moraes, enquanto o governo Bolsonaro planejou um golpe após a derrota eleitoral.

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