O ato bolsonarista realizado na manhã deste domingo (7) na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu manifestantes que pediam anistia aos envolvidos na trama golpista de 2022, defendiam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e criticavam o presidente Lula (PT) e o STF (Supremo Tribunal Federal). O evento, convocado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo pastor Silas Malafaia, contou com a presença de políticos aliados, mas não teve a participação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do ex-presidente.
Os manifestantes ocuparam o equivalente a um quarteirão da orla, número bem inferior a protestos anteriores no mesmo local, como o de 7 de Setembro de 2022, que reuniu o então presidente Bolsonaro e motivou sua condenação no TSE por uso da máquina pública para fins eleitorais. Apesar da previsão de chuva, o tempo permaneceu nublado, e os organizadores destacaram que a força do movimento manteve a concentração firme.
Em discurso, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o ministro Alexandre de Moraes está dando uma segunda facada no ex-presidente e chamou o julgamento de Bolsonaro no STF de farsa e teatro. Ele também cobrou um projeto de anistia amplo, geral e irrestrita, dizendo que não existe meia anistia. O governador Cláudio Castro (PL) defendeu a inocência de Bolsonaro e afirmou que o Rio de Janeiro é Bolsonaro.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em áudio transmitido durante o ato, classificou o julgamento do marido como uma grande peça teatral e disse que, por injustiça, ele não pode falar, mas que eles falarão por ele até que a perseguição acabe. O deputado federal Alexandre Ramagem (PL) afirmou que a pauta do movimento é a anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos no 8 de Janeiro, enquanto o deputado Luiz Lima (Novo) criticou o STF e defendeu Bolsonaro, que deve ser julgado nesta semana pela corte.
Manifestações semelhantes ocorreram neste domingo em outras capitais do país. Segundo aliados, trata-se da última mobilização antes do julgamento em que o STF deve condenar o ex-presidente a 40 anos de prisão por participação na trama golpista de 2022.



