O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 48% de aprovação, enquanto 47% desaprovam a gestão, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 5. Os índices são idênticos aos da pesquisa divulgada pelo instituto em 15 de julho, que marcou a primeira vez em um ano e meio que a aprovação do petista superou numericamente a desaprovação.
Apesar de numericamente superior, o cenário na aprovação do governo ainda é de empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos porcentuais.
Avaliação do governo e cenário eleitoral
Para 36%, a gestão do petista é positiva, mesmo índice dos que a apontam como negativa. Para 26%, a gestão é regular, e 2% não responderam.
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06591/2026.
A pesquisa também avaliou a intenção de voto a duas semanas do início oficial da campanha eleitoral. Lula lidera os cenários de primeiro e segundo turno. Contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), registrou 44% a 39% de preferência em um eventual segundo turno.
Percepção sobre preços e poder de compra
Para 68% dos entrevistados, o preço dos alimentos subiu no último mês (em julho, eram 66%). Apenas 9% afirmam que o preço caiu (mesmo porcentual de julho). Outros 21% disseram que os preços continuam iguais.
A pesquisa mostra que a maioria dos entrevistados acredita que o poder de compra da população tem caído gradualmente no último ano. Para 69%, o poder de compra hoje é menor do que há um ano. Para 20%, é igual, enquanto 10% dizem que é maior.
Emprego e expectativas econômicas
A percepção sobre o emprego melhorou em relação a julho. Os que consideram que está mais difícil conseguir um emprego caíram de 55% para 48%, enquanto os que consideram que está mais fácil subiram de 36% para 41%.
A expectativa de melhora da economia é latente. Em julho, 39% diziam acreditar que a situação ia melhorar. Agora são 46%. Os que diziam que ia piorar eram 27%. Agora, são 24%. Outros 25% acreditam que tudo ficará como está.



