O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito neste sábado (02) para um mandato de dois anos como o novo presidente do Senado, em uma sessão conturbada que se estendeu pelo sábado depois de a votação ter sido interrompida na sexta-feira.
Alcolumbre obteve os votos de 42 dos 81 senadores. Seu principal adversário, Renan Calheiros (MDB-AL), saiu da disputa na última hora e ficou com apenas cinco votos. O amapaense deve comandar o Senado até janeiro de 2021.
A eleição do demista é vista no Congresso como a primeira vitória política do governo de Jair Bolsonaro. O processo tumultuado, porém, deixou um número relevante de senadores desconfortáveis com o novo presidente e com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que patrocinou o nome de Alcolumbre.
Após a vitória, Alcolumbre fez um discurso de conciliação, inclusive com um aceno aos adversários derrotados. 'Não haverá nesta Casa senadores do alto ou do baixo clero. Todos serão tratados com a mais absoluta deferência e zelo', afirmou.
Renan Calheiros, que desistiu da disputa, criticou o processo, afirmando que defensores de Alcolumbre abriram o voto, violando a disputa. 'Obrigaram o filho do presidente a abrir o voto. Escancarou que estão passando por cima do Congresso Nacional com um peso enorme. A democracia não aguenta isso', disse.



