O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo é aprovado por 55% dos paulistas, enquanto 29% desaprovam a gestão, segundo levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (29). Outros 16% não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em 60 municípios do estado entre os dias 25 e 27 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Avaliação positiva da gestão
O índice de aprovação de 55% é superior ao registrado em abril, quando 51% consideravam o governo bom ou ótimo. A desaprovação caiu de 32% para 29% no mesmo período. A pesquisa também mostra que 38% consideram o governo regular, ante 39% na medição anterior.
Entre os quesitos analisados, a área de segurança pública obteve a melhor avaliação: 48% aprovam as ações do governo, enquanto 32% reprovam. Já a saúde é o ponto mais crítico, com 41% de desaprovação e 33% de aprovação.
Comparação com governos anteriores
Em comparação com o governo de João Doria (PSDB) no mesmo período do mandato, Tarcísio tem aprovação superior. Doria, em julho de 2020, registrava 44% de aprovação e 36% de desaprovação. Já o governo Rodrigo Garcia (PSDB), que sucedeu Doria, não foi avaliado pela Quaest no mesmo período.
O levantamento aponta ainda que a avaliação positiva de Tarcísio é mais forte entre eleitores com maior escolaridade e renda: 61% dos que têm ensino superior aprovam a gestão, contra 49% entre os com ensino fundamental. Na capital paulista, a aprovação é de 57%, enquanto no interior chega a 54%.
Repercussão política
O resultado é considerado positivo pelo entorno do governador, que projeta uma eventual candidatura à reeleição em 2026. Apesar da boa avaliação, o governo enfrenta desafios na área da saúde e na recuperação fiscal do estado.
Para o cientista político Antonio Lavareda, da Quaest, os números refletem uma gestão que consegue equilibrar entregas em áreas sensíveis com uma comunicação eficiente. “A segurança é um tema central e Tarcísio capitalizou com ações concretas. Na saúde, o problema é nacional, mas o governo precisa melhorar a percepção”, afirmou.
Metodologia
A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo SP-01234/2025. O nível de confiança é de 95%, o que significa que, se a pesquisa fosse realizada 100 vezes, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro.



