A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) manifestou descontentamento com aliados do pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), por ataques pessoais dirigidos a ela e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em declarações nesta segunda-feira, Damares pediu que o 'exército da direita pare de atacar seus próprios soldados', em meio a uma crise pública entre Michelle e Flávio.
Críticas e defesa do grupo Imparáveis
Damares afirmou que não contribuirá com o plano de governo de Flávio até uma eventual vitória eleitoral, mas negou um rompimento político. 'Continuo apoiando o pré-candidato, mas não vou alimentar ataques pessoais', disse. Ela defendeu a criação do grupo Imparáveis, liderado por Michelle, que tem sido alvo de críticas por setores ligados a Flávio.
A senadora questionou os interesses por trás dos ataques: 'O que está por trás disso? Dinheiro? Poder?', indagou, sugerindo que motivações financeiras estariam alimentando a divisão na direita. Damares enfatizou a necessidade de união e criticou a 'canibalização' entre conservadores.
Contexto da crise
A briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro ganhou destaque nas redes sociais nos últimos dias, com trocas de acusações e desentendimentos sobre a condução da pré-campanha. Damares, que atuou como ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Jair Bolsonaro, saiu em defesa de Michelle, classificando os ataques como 'injustos e prejudiciais' ao projeto político da direita.
Segundo a senadora, o grupo Imparáveis foi criado para fortalecer a participação feminina e conservadora na política, mas enfrenta resistência interna. 'Não podemos destruir quem está ao nosso lado', afirmou.
Posição política
Apesar das críticas, Damares reafirmou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, mas condicionou sua colaboração efetiva ao fim dos ataques. 'Vou trabalhar pelo projeto, mas não enquanto houver esse tipo de comportamento', declarou. Ela também defendeu a transparência no financiamento político, sugerindo que os ataques podem estar ligados a disputas por recursos.
A crise expõe as tensões internas na direita brasileira, que busca unidade para as eleições de 2026. Enquanto isso, aliados de Flávio minimizam o atrito e afirmam que as divergências serão superadas.



