Semifinais da Copa 2026: França, Espanha, Inglaterra e Argentina
Semifinais da Copa 2026: França, Espanha, Inglaterra e Argentina

As semifinais da Copa do Mundo da FIFA 2026 já estão definidas e prometem dois grandes jogos, com alto nível técnico. Os confrontos reúnem seleções tradicionais e campeãs mundiais: França, Espanha, Inglaterra e Argentina.

França x Espanha: equilíbrio e velocidade

No primeiro confronto, a França, bicampeã mundial (1998 e 2018), enfrenta a Espanha, campeã em 2010. Tecnicamente, o duelo tende a ser equilibrado, já que ambas têm a verticalidade como ponto forte do esquema tático.

A Seleção Francesa é uma antítese ao estilo espanhol: mais vertical e veloz, embora tenha meio-campo qualificado, alternando posse de bola com momentos de objetividade, aproveitando a velocidade de Ousmane Dembélé e Désiré Doué, ambos do PSG. Kylian Mbappé, do Real Madrid, funciona como maestro, flutuando em todos os setores.

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Já a Espanha utiliza o controle de jogo como característica primária. A geração atual conta com Lamine Yamal (Barcelona) e Nico Williams (Athletic Bilbao), que modernizam o tiki-taka. No meio-campo, Rodri (Manchester City) e Dani Olmo (Barcelona) são os vértices criativos. A Espanha é muito adaptada ao futebol moderno, com elevado equilíbrio coletivo, que pode ser o diferencial contra a França, considerada favorita ao título. A expectativa é de um jogo aberto, com placar dilatado e muita emoção.

Inglaterra x Argentina: estilos opostos

No segundo jogo, a Inglaterra, campeã em 1966, enfrenta a Argentina, tricampeã (1978, 1986 e 2022). Apesar de não estarem fazendo uma Copa taticamente linear, as seleções têm potencial para um belo espetáculo, com diferenças táticas marcantes.

A Inglaterra tem jogo direto, estilo reativo, buscando velocidade nas transições. Apresenta dificuldade em manter a posse de bola, preferindo um jogo físico e velocidade pelas laterais. Harry Kane (Bayern de Munique) funciona como meio-campista armador, conectando setores. O autor do texto confessa não entender a não convocação de Phil Foden (Manchester City), que poderia tornar a seleção mais técnica.

A Argentina, de Lionel Scaloni, está acostumada ao controle de jogo, com o meio-campo como cérebro. Porém, nesta edição, a equipe não apresenta atuações lineares, exigindo que Messi mostre sua genialidade técnica a serviço do coletivo. A principal diferença é que, em seus melhores momentos, a Argentina é controladora, enquanto a Inglaterra depende mais da força física. Se a Argentina apresentasse a performance das Eliminatórias, seria favorita com larga vantagem. Mas, como o futebol é momento e a Argentina usa sua característica de nunca desistir, o jogo tende a ser equilibrado, lembrando que o imponderável pode acontecer.

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