INSS ganha 194 novos servidores; déficit segue alto
INSS ganha 194 novos servidores; déficit segue alto

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou a nomeação de 194 novos servidores para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desse total, 160 são vagas adicionais do Concurso Nacional Unificado (CNU 2), liberadas pelo Decreto nº 13.064, de 9 de julho de 2026. As outras 34 são posições remanescentes do mesmo certame, que não foram preenchidas em convocações anteriores. Todas serão destinadas ao cargo de analista do seguro social.

Vagas e especialidades

A classificação dos aprovados foi tornada pública pelo Edital nº 228, de 30 de julho, assinado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap). No INSS, as vagas abrangem especialidades como serviço social, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, tecnologia da informação, direito, contabilidade, administração, estatística e diferentes áreas de engenharia.

A relação completa dos aprovados está no Edital nº 228. A lista dos convocados, no entanto, ainda depende de nomeação ser feita pelo próprio INSS, em ato específico, que trará os nomes dos chamados e as orientações sobre prazos, documentos e exames admissionais.

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Déficit de pessoal e pedido de novo concurso

O reforço, porém, ainda está distante de recompor a força de trabalho da autarquia. O déficit acentuado de pessoal registrado nos últimos anos — em boa parte por causa de aposentadorias no serviço público e de desistências da carreira do seguro social após aprovações em outros concursos — levou o Ministério da Previdência Social a pleitear autorização para um novo processo seletivo, com oferta de dez mil vagas. Até agora, não houve confirmação do MGI.

A informação foi dada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. O INSS, que já teve 37.500 servidores em 2015, passou a contar com 22.200 em 2025, registrando uma redução de 40,8%. Recentemente, houve a contratação de 300 novos servidores (225 assistentes sociais e 75 analistas administrativos), além do ingresso de 500 peritos médicos. Ainda assim, o quadro segue muito aquém do necessário.

Apesar da automação de processos ocorrida nos últimos tempos, faltam servidores em todo o país para analisar pedidos de concessão ou revisão de benefícios, além de peritos médicos para realizar exames periciais em requerimentos de benefícios por incapacidade. Sem muita opção, a Previdência Social chegou a pedir uma seleção de caráter emergencial para contratar ao menos dois mil servidores. Segundo o ministro, também não houve resposta para esse pedido até o momento. Qualquer decisão, agora, deve ficar para depois das eleições.

Medidas para redução da fila do INSS

Mesmo com o déficit de pessoal, a fila de pedidos de benefícios do INSS caiu para 1,681 milhão de requerimentos em 14 de julho, segundo dados da Diretoria de Benefícios (Dirben) do órgão. O número representa uma redução de cerca de 45,7% desde janeiro, quando o estoque em espera alcançou 3,1 milhões de análises.

O INSS atribui o ritmo mais acelerado de análises a seis frentes de trabalho executadas de forma integrada. A principal delas é o Atestmed, sistema que permite pedir benefício por incapacidade temporária enviando o atestado e os laudos médicos pela internet, na plataforma Meu INSS, sem precisar comparecer a uma agência da Previdência Social para perícia presencial. A plataforma registrou 1,36 milhão de procedimentos nos primeiros quatro meses deste ano.

O órgão também credita os resultados ao Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), com 1.063.224 tarefas concluídas por servidores entre janeiro e maio; à entrada de 500 novos Peritos Médicos Federais; e à expansão da perícia conectada, modalidade por telemedicina que atende regiões sem médico perito presencial e já alcança 800 agências.

Os mutirões de perícia, por sua vez, tiveram a expansão mais acentuada: saltaram de 14.296 atendimentos em 2023 para 178.094 em 2025. Somente nos cinco primeiros meses de 2026, foram 195.000 atendimentos extras. Por fim, 300 novos servidores foram nomeados após aprovação no Concurso Nacional Unificado (CNU). As 194 novas vagas de analista devem reforçar justamente essa frente de análise de benefícios.

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