A Prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, anunciou que vai processar o governo federal após a morte de Maria Eduarda, de 21 anos, durante um salto de rope jump sem corda na Ponte do Esqueleto. O acidente ocorreu no último fim de semana e chocou a cidade.
Omissão federal
Segundo o poder municipal, houve omissão dos órgãos federais responsáveis pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte. A prefeitura alega que a União não cumpriu seu dever de garantir a segurança do local, que é uma estrutura federal.
O acidente
Maria Eduarda participava de um evento de rope jump quando foi lançada do vão da ponte sem que a corda estivesse presa ao seu corpo. Ela caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros e não resistiu aos ferimentos. Três homens foram presos suspeitos de envolvimento no caso. As empresas organizadoras do evento ainda não se manifestaram publicamente.
Repercussão
O caso reacendeu o debate sobre a segurança em esportes radicais. O rope jump, criado pelo americano Dan Osman, já havia registrado acidentes fatais no passado. A tragédia em Limeira levanta questionamentos sobre a regulamentação e fiscalização de atividades de aventura em estruturas públicas.
A prefeitura informou que entrará com a ação judicial nos próximos dias, pedindo indenização por danos morais e materiais, além de medidas para evitar que novos acidentes ocorram. O governo federal ainda não se pronunciou oficialmente sobre o processo.



